A era da placa de indução, antes vista como o auge da modernidade na cozinha, está a chegar ao fim. Uma nova tecnologia, mais silenciosa, eficiente e surpreendentemente compatível com todos os seus tachos e panelas, promete revolucionar as cozinhas portuguesas até 2026. O mais inesperado? Não se trata de uma melhoria incremental, mas de uma mudança fundamental na forma como o calor é gerado, tornando a experiência de cozinhar mais calma e económica. Esta transformação silenciosa já começou e está a redefinir o que esperamos do coração da nossa casa.
A revolução silenciosa que já começou nas cozinhas portuguesas
Lembre-se do zumbido característico da sua placa de indução ao ligar. Aquele som subtil, mas sempre presente, que sinaliza o início da batalha contra o tempo para preparar o jantar. A necessidade de usar apenas panelas específicas, com fundo ferromagnético, tornou-se uma regra aceite, mas nem sempre conveniente. A placa de indução, com a sua resposta rápida e design elegante, conquistou-nos, mas sempre exigiu que nos adaptássemos a ela.
Marta Almeida, 42 anos, designer de interiores de Lisboa, partilha a sua experiência: “Eu achava que a minha placa de indução era o máximo da tecnologia, mas o barulho constante e a limitação das panelas eram um incómodo silencioso. A mudança para a nova tecnologia trouxe uma paz à minha cozinha que eu não sabia que faltava.” A sua transição ilustra uma tendência crescente: a procura por uma tecnologia que sirva o utilizador, e não o contrário.
O que está a mudar o jogo? A cozinha por infravermelhos
A sucessora da placa de indução não utiliza campos magnéticos. Em vez disso, recorre à tecnologia de infravermelhos. Imagine a forma como o sol aquece. Não aquece o ar, mas sim os objetos que atinge diretamente. As placas de infravermelhos funcionam de forma semelhante, utilizando lâmpadas de halogéneo ou resistências que emitem radiação infravermelha. Esta energia aquece diretamente o fundo da panela, de forma constante e uniforme, eliminando os pontos quentes e frios que tantas vezes arruínam um refogado delicado.
Esta abordagem direta significa que o calor é transferido de forma mais suave e controlada. Acabaram-se os picos de energia agressivos que caracterizam a placa de indução. O aquecimento é progressivo, quase gentil, permitindo um controlo de temperatura muito mais preciso, ideal para pratos que exigem cozeduras lentas e estáveis.
Como funciona esta nova tecnologia e porque destrona a placa de indução?
A superioridade da tecnologia de infravermelhos não reside apenas na sua eficiência, mas também na sua simplicidade e universalidade, resolvendo as maiores frustrações associadas ao antigo rei da cozinha moderna. É uma mudança que devolve a liberdade e a intuição ao ato de cozinhar.
O segredo está no calor direto e uniforme
Enquanto a placa de indução gera calor através de uma corrente elétrica que cria um campo magnético, necessitando de uma panela compatível para fechar o circuito, a placa de infravermelhos é muito mais direta. As suas ondas de calor penetram em qualquer material e aquecem-no. O resultado é uma distribuição de calor perfeitamente homogénea por toda a superfície da panela. Isto significa que o seu bife irá cozinhar por igual, de ponta a ponta, e o seu molho não irá queimar num lado enquanto mal borbulha no outro.
Esta consistência térmica é algo que a tecnologia de campo magnético da placa de indução simplesmente não consegue replicar com a mesma perfeição. A diferença é notória em pratos que requerem precisão, transformando cada cozinheiro amador num mestre do controlo da temperatura.
Adeus à ditadura das panelas certas
Talvez a vantagem mais libertadora seja o fim da tirania das panelas. Quantas vezes já descobriu que aquela frigideira nova e bonita era inútil na sua placa de indução? Ou teve de deitar fora o tacho de barro da sua avó? Com a tecnologia de infravermelhos, qualquer panela funciona. Vidro, cerâmica, cobre, alumínio, aço inoxidável, barro… todas são bem-vindas. Esta compatibilidade universal não só representa uma poupança significativa, ao não exigir a compra de um novo conjunto de cozinha, como também resgata o valor sentimental de utensílios antigos.
O impacto real na sua carteira e no seu dia a dia
A mudança de uma placa de indução para uma de infravermelhos vai muito além do conforto. Os benefícios económicos e a melhoria na qualidade da experiência diária são os verdadeiros motores desta revolução que se avizinha para 2026.
Uma poupança de energia que se sente na fatura
Numa altura em que os preços da eletricidade em Portugal são uma preocupação constante, a eficiência energética é crucial. A placa de indução é conhecida por ser eficiente, mas a tecnologia de infravermelhos leva a poupança a outro nível. Ao não ter picos de consumo e ao aplicar o calor de forma mais gradual e constante, o consumo geral de energia é menor. Além disso, o calor residual pode ser aproveitado para manter os pratos quentes, algo menos eficaz na sua antiga placa de indução, que arrefece quase instantaneamente.
A longo prazo, esta gestão de energia mais inteligente traduz-se numa redução visível na fatura mensal de eletricidade, tornando o investimento inicial num aparelho que se paga a si mesmo.
| Característica | Placa de Indução | Placa de Infravermelhos |
|---|---|---|
| Compatibilidade de Panelas | Apenas materiais ferromagnéticos | Universal (vidro, cerâmica, metal, etc.) |
| Distribuição de Calor | Rápida mas pode ser irregular | Gradual, perfeitamente uniforme |
| Controlo de Temperatura | Bom, mas com picos de potência | Excelente, muito preciso e estável |
| Ruído em Funcionamento | Zumbido e clique dos ventiladores | Completamente silenciosa |
| Eficiência Energética | Elevada (aprox. 85-90%) | Muito elevada (aprox. 90%), sem picos de consumo |
| Limpeza | Fácil, superfície fria | Fácil, mas a superfície permanece quente |
Cozinhar torna-se um ritual, não uma corrida
O ambiente na cozinha muda drasticamente. A ausência de ruído, a suavidade do aquecimento e o controlo total sobre o processo transformam a tarefa de cozinhar. Deixa de ser uma corrida apressada e passa a ser um momento de calma e criatividade. O silêncio permite-lhe ouvir o crepitar dos alimentos, concentrar-se nos aromas e desfrutar verdadeiramente do ato de criar uma refeição. Este aparelho de cozinha moderno respeita os ingredientes e o cozinheiro.
A transição para a cozinha de 2026: o que precisa de saber
A substituição da sua placa de indução não é apenas uma atualização de hardware; é uma atualização do seu estilo de vida. A simplicidade e a estética desta nova geração de superfícies de cozedura estão a definir o futuro do design de interiores e da funcionalidade doméstica.
O “cooktop invisível”: a estética do futuro
Uma das manifestações mais impressionantes desta tecnologia é o “cooktop invisível”. Imagine uma bancada de cozinha completamente lisa, sem qualquer marcação ou fogão visível. Coloca a sua panela sobre a pedra e, como por magia, ela começa a aquecer. A unidade de infravermelhos é instalada por baixo da bancada (de materiais como quartzo ou cerâmica), tornando a sua área de cozedura completamente integrada e minimalista. Esta inovação, que parecia ficção científica, está a tornar-se uma realidade acessível e será um padrão nas cozinhas de 2026, libertando espaço e criando uma estética de uma pureza inigualável.
A era da placa de indução serviu o seu propósito, introduzindo-nos na cozinha elétrica de alta performance. No entanto, a sua sucessora, a tecnologia de infravermelhos, refina a experiência, eliminando as suas falhas e focando-se no que realmente importa: controlo, silêncio, eficiência e liberdade. Em 2026, a melhor tecnologia de cozinha não será a que faz mais barulho ou aquece mais rápido, mas aquela que se integra tão perfeitamente no nosso dia a dia que quase nos esquecemos que está lá, permitindo que a comida e o prazer de cozinhar sejam os verdadeiros protagonistas.
É realmente mais barato que uma placa de indução?
Inicialmente, o custo de uma placa de infravermelhos de gama alta pode ser comparável ao de uma placa de indução premium. No entanto, a poupança real vem a longo prazo. Não precisa de comprar panelas novas e o consumo de energia é mais baixo e estável, o que se reflete na fatura da luz. A durabilidade e a menor complexidade mecânica também podem significar menos custos de manutenção.
A instalação de uma placa de infravermelhos é complicada?
Para os modelos de encastrar tradicionais, a instalação é idêntica à de qualquer placa vitrocerâmica ou de indução, requerendo um corte na bancada e uma ligação elétrica adequada. Para os modelos de “cooktop invisível”, a instalação é mais especializada e deve ser feita por profissionais certificados, uma vez que a unidade é montada sob a bancada.
É seguro cozinhar com infravermelhos?
Sim, é totalmente seguro. A tecnologia utiliza a mesma radiação de calor que sentimos do sol ou de uma fogueira, sendo completamente inofensiva. A principal diferença em relação à placa de indução é que a superfície da placa de infravermelhos fica quente ao toque, tal como uma placa vitrocerâmica convencional. A maioria dos modelos inclui indicadores de calor residual para evitar queimaduras acidentais.








